50 fatos sobre mim - parte 1

Olá, já faz tempo que eu tinha pretendido fazer um post sobre 50 fatos sobre minha pessoa. Como o meu blog está meio parado, e como meu canal no YouTube está lá só pra bonito, então vou postar aqui no blog mesmo. Porém, eu vou postar apenas 10 fatos, relacionados ao meu passado. E com o tempo eu postarei outros.

1 - Já capotei de bicicleta na minha adolescência.


Em uma bela tarde, eu estava voltando da aula de educação física, e chegando na rua principal do bairro, resolvi testar até que velocidade eu conseguia fazer com a minha bicicleta. Como ela era de marcha, e o trecho que eu estava tinha um certo angulo de inclinação, botei na marcha mais pesada, peguei o embalo, e pedalei com tudo. Na metade da rua aconteceu o fato, na qual sumiu de minha memória como isso aconteceu. Eu só me lembro de acordar já caído no chão, e minha bicicleta um pouco mais a frente de mim. Como faltava pouco para chegar em casa, e eu não estava sentindo dor, peguei a "bike" e a pus sobre os ombros (já que entortou as duas rodas) e segui a pé o trajeto. Chegando em casa, ainda sem conseguir acreditar que eu tinha caído da bicicleta, e todo ensanguentado, chamei pelo meu pai do portão, já que pude enxergar o topo de sua cabeça perto da janela da sala, onde ficava o nosso computador. Ao se levantar para olhar quem lhe havia chamado, ele sentou-se novamente ao ver que era eu, mas logo se levantou de novo ao perceber que eu estava machucado. O pior foi quando eu me olhei no espelho, e estava com o rosto coberto de sangue devido às feridas. Foi até cômico, pois em vez de pensar que quase perdi a vida nessa tombo, a única coisa que passava na minha mente naquela hora era que nunca mais eu iria conseguir uma namorada (e quando esse fato aconteceu eu estava apaixonadinho por uma coleguinha da minha turma). Levei 5 pontos, 3 no queixo e 2 perto da boca, mas que quase nem dá para percebê-los. Não fiquei mais feio, mas não fiquei mais bonito também kkkk.

2 - Minha primeira paixão foi na creche


Não sei você, mas minha primeira "paixonite" de criança foi quando eu ainda estava na creche, quando eu tinha 5 anos. Não sei explicar, mas eu gostava muito da companhia da Ana Paula, eu só queria ficar ao lado dela o tempo todo. Sempre cantávamos Vaca-Amarela juntos nas horas de recreação. Com as outras meninas não era a mesma coisa. Eu me lembro do dia que ela foi na minha festinha de 6 anos, e sem querer derramei guaraná nela ao bater com o braço no copo que estava na mesa. Eu fiquei tão mal de ter derramado o refrigerante na roupa dela (e era no inverno). Porém a vida é cruel e não poupa nem as crianças. A família da Ana Paula acabou se mudando, e seus pais a tiraram da creche onde a gente passa o dia. E para mim foi um baita choque, porque quando nos avisaram sobre a sua saída, era porque ela não iria mais na creche, ou seja, nem pude me despedir da minha primeira "crush". Tempos depois encontrei a mãe dela em um mercado, mas para minha infelicidade a Ana Paula não estava junto. O pior é que eu nem lembro o sobrenome para eu procurar no Facebook. Onde será que está a Ana Paula??? Eu fui gostar de outra menina quando eu estava na 4ª série, daí em diante eu sempre tive uma "crush" em todos os anos, até terminar o ensino médio.

3 - Eu não curti morar em outra cidade


Quando eu tinha 9 anos, meu pais decidiram sair de Porto Alegre, para morar na cidade de Santo Ângelo, interior do Rio Grande do Sul. Eu sabia que não veria mais meus amigos e meu colegas de escola, mas eu imagina que faria novas amizades na cidade em que iríamos morar (e que eu moro até hoje), e isso iria suprir a falta dos amigos de Porto Alegre. Porém, ao chegar em Santo Ângelo, foi difícil me enturmar com a molecada. Todos os meninos da minha idade, mais velhos e até mais novos que eu só falavam em sexo! Sim, e eu tinha 9 anos, isso no ano de 2001. Em Porto Alegre, nunca ouvi coisas relacionadas a sexo da boca de outros meninos da escola em que eu estudava. Já viu né. Na maior inocência, caía nas brincadeiras de mau gosto e bagaceiras dos meninos da escola e do bairro onde eu morava. Como meus pais não me criaram para ser um rapaz bagaceiro, e não conseguia me misturar com outros meninos da minha idade, eu sofria bullying. Hoje está mais tranquilo, mas foi uma época obscura na minha vida. As coisas melhoraram quando os principais colegas de turma que praticavam bullying contra mim no Ensino Médio acabaram rodando de ano. Até fui levado em uma psicóloga por causa disso, mas creio que até hoje carrego as consequências, pois sinto dificuldade de me enturmar com outras pessoas.

4 - Sempre fui um perna-de-pau pro futebol


Desde a época em que eu estudava em Porto Alegre, eu sempre era o último a ser escolhido pros times de futebol, nas aulas de educação física. Motivo? Eu era muito ruim pra jogar futebol. Porém, sempre me animava para jogar, e ai dos meus colegas se não me escalassem em algum time. Isso mudou quando eu vim para Santo Ângelo, mais especificamente na segunda escola em que estudei: o I. E. E. Odão Felippe Pippi. Devido ao bullying, nem me animava em querer ser escalado nos times, até minha vontade era de nem ir nas aulas de educação física, pois era nelas que o bullying era mais forte, e justamente por eu não conseguir jogar em um esporte que "todo homem deve saber jogar". Mas ainda em Porto Alegre, eu me lembro de um fato, em que um guri mais velho, foi jogar futebol com a minha turma, e ao chutar a bola, ela afofou meu crânio. Neste dia caiu minha ficha. Não fui feito para jogar futebol.

5 - Recebi vários apelidos criativos. SQN!


Em Porto Alegre, por mais que eu fosse um aluno exemplar, eu era um dos agitadores, e por isso nunca ousaram em me apelidar. Mas em Santo Ângelo eu recebi apelidos nas duas escolas que eu estudei. No Abílio Lautert, me chamavam de "Floretruco", fazendo uma referência à banda "Flor & Truco", que estacionava seu ônibus perto da escola. Eu nem gostava daquela banda, nunca tinha ouvido as músicas dela, mas recebi o apelido por causa da palavra "flor", tentando passar a impressão de que eu fosse gay. Claro que isso era mais uma demonstração de bullying de parte dos meus colegas, mas com o tempo pararam de me chamar assim. No Odão, o apelido foi "Lacraia". O motivo também era devido ao bullying, e o apelido fazer eu passar a imagem de que era gay, pois na época tinha estourado no funk carioca a música do MC Sérginho: "Vai Lacraia", e nas apresentações na TV, ao tocar essa música, um bailarino magrela que nem eu, fazia um rebolado todo afeminado. Esse apelido me irritou muito. Mas quando a gurizada que me odiava rodou, o apelido da vez foi "Bob". Esse apelido quem me deu foi a gurizada do bairro onde eu morava. Como eles iam em peso no Clube Comercial, onde minha família também era sócia, acabavam testemunhando meu cabelo, ao entrar na piscina, permanecer seco, devido a alta concentração de cloro. Então começaram a me chamar de Assolan, que tinha uma propaganda dessa marca de esponjas de aço passando na TV. Mas o apelido não pegou, e então mudaram para Bob Esponja, que também não colou, pois era muito comprido para ser pronunciado, e reduziram para Bob. Um fato que contribuiu foi por eu gostar das músicas do Bob Sinclair, como Love Generation, que fazia sucesso na época. E eu gostei do apelido, até deixei me chamarem assim, pois era melhor ser chamado de Bob do que de Lacraia. Até hoje as pessoas me chamam de Bob.

6 - Meu primeiro beijo foi esquisito


Alguns podem até dizer que no primeiro beijo sempre acontece algo que dá errado e estraga a magia do momento. Porém, o meu primeiro beijo foi o prior de todos os primeiros beijos da história da humanidade. Eu tinha uns 14 anos, mais ou menos, e estava participando de um joguinho muito safadinho, chamado "verdade ou consequência" quando rolou o primeiro beijo. Para a gurizada de hoje, que não sabem o que é verdade ou consequência, consistia em pegar uma garrafa PET de Cola-Cola, e fazer uma roda entorno dela. Aí alguém girava a garrafa, e a pessoa da ponta recebia a pergunta "verdade ou consequência?" da pessoa apontada pelo fundo da garrafa. Como os "bvs" não perdiam a oportunidade, mandavam um consequência logo de cara. Na consequência a pessoa que fez a pergunta mandava a pessoa que respondeu pagar uma prenda, que quase sempre era ter que beijar alguém. No meu caso, me mandaram beijar uma guria que andava junto com a minha irmã naquele tempo lá no Clube. O nome dela era Carol. Eu não achava tão bonita, mas também não era de se jogar fora, até porque era visada por outros rapazes. Só que a gente estava jogando dentro da piscina do clube, e como os pais dela eram meio brabos, a gente mergulhava para dar o beijo, que na verdade não era beijo. Não sei que nome dar para o que a gente fez aquele dia, pois na água não tem como dar beijo de língua, se não você vai morrer afogado. Então a gente fazia um biquinho, como ao dar um selinho, e botava a língua no meio para tocar na língua do outro, isso em uma piscina em que todo mundo mijava dentro. Não sei como não pegamos nenhuma pereba. Enfim, eu fui beijar de verdade com uma outra menina, em uma outra ocasião.

7 - Eu atormentava as crush com toque no celular delas.


Uma mania minha que pratiquei com 3 meninas diferentes, e em épocas diferentes, foi de dar intermináveis toques nos celulares delas. Eu era perito em conseguir baixar a ficha criminal nas meninas, e sempre dava um jeito de conseguir o telefone delas. Na primeira vez, a menina era uma colega minha, e consegui o telefone com uma outra colega que era amiga dela, porém eu fui enganado. Eu não tenho ideia pra quem eu dei toques no telefone, que era residencial. Na segunda e na terceira vez, eu acertei o número de telefone das gurias. A primeira vítima foi a Vanessa, que morava perto da minha casa. Mas para não correr o risco de o telefone residencial da minha casa ter o número registrado no celular dela (sim, ela tinha um celular e eu não), eu ligava de um orelhão, e a cobrar, que ficava no caminho entre as duas casas. De tanto importunar, os pais dela tomaram o telefone, e o desligaram. Por vários dias eu ligava e sempre dava a mensagem que o número estava fora de área ou desligado. Um dia que eu estava acompanhando a gurizada do bairro jogar bola em frente à sua casa, os pais dela me chamaram e para um papo sério. Já viu né, porém me deram a chance de eu dizer se estava gostando da filha deles, e eu caguei naquela hora dizendo que não estava apaixonado por ela. Então, eles finalizaram dizendo para eu nunca mais fazer aquilo, senão a conversa seria com os meus pais. Na segunda vez, a vítima se chamava Jennifer, mas ela mesma veio tirar satisfação comigo na escola, e depois disso nunca mais realizei essa façanha.

8 - Fui tirar satisfação e ainda apanhei


Quando eu estava na 6ª série, uma menina que morava perto da minha casa, chamada Joice, acabou se apaixonando por mim, porém, ela nunca havia me dito isso. Aconteceu que um dia, algumas colegas de turma vieram me perguntar se eu estava namorando ela, e eu neguei, óbvio. Perguntei quem havia dito essa mentira, e elas me confirmaram que foi a própria Joice quem espalhou esse boato. Em um outro dia, indo para a escola, eu resolvi tirar satisfação dessa história, e aconteceu que ela me deu dois tapas no rosto. Quando foi para me dar o terceiro, eu consegui segurar sua mão. Eu me armei para revidar dando um soco na cara dela, mas não cheguei a concluir minha intenção, pois estávamos na rua, e uma vizinha vinha logo atrás de nós vendo aquela situação, e por vergonha do que eu iria fazer, acabei me segurando. Meus pais logo descobriram que eu era o crush daquela menina, mas eu não a achava bonita, e sempre que ela passava correndo montada em um cavalo, dando voltas pela rua da minha casa, meu pai principalmente me provocava: "olha aí a namoradinha do Lucas"! Mas essa situação durou pouco tempo, pois se não me engano, a família dela acabou se mudando.

9 - Piriri no primeiro dia de aula


Logo no meu primeiro dia de aula, depois que nos mudamos para Santo Ângelo, me deu uma baita dor de barriga na hora de sair para a escola. Minha mãe permitiu eu faltar a aula, e me deixou sozinho em casa enquanto foi levar minha irmã na escola. Quando ela voltou, ferveu um copo de leite com um dente de alho dentro. Além do fato de eu ter que tomar leite sem café e açúcar ou Néscau misturado, o gosto do alho era muito forte, porém minha mãe me obrigou a tomar tudo. Porém há algo de positivo nessa história. Imagina se o piriri tivesse me dado depois que eu chegasse na escola? O mico seria grande. Já imaginou um aluno novo, logo no primeiro dia de aula, dar uma caganeira desgraçada, e ficar a tarde inteira sentado no trono? Com certeza não seria legal.

10 - O tazzo perdido


Por último, e não menos importante, quando eu estudava em Porto Alegre, em 1998, todas as crianças da escola assistiam Pokémon. Naquela época vinham tazzos e cartas nos salgadinhos da Elma Chips. Também haviam pokébolas, com pokémons dentro, nas garrafinhas da Guaraná Antártica. Era uma febre. Eu colecionava alguns tazos. Tinha dois tipos: os normais, que o desenho vinha estampado no tazo, e os especiais, que quando você inclinava um pouco o tazo, o desenho mudava. Os primeiros a trazer essa novidade eram do Máskara, e isso foi repetido com Pokémon. Eu estava a procura dos tazos do Koffing, e de sua evolução, o Weezing, e se achasse o tazo especial deles seria um prêmio. Eu tirei a sorte grande quando um dia, ao entrar na casa de um vizinho que morava do outro lado da rua, ele me levou ao seu quarto, e lá encontrei um montão de tazzos. Como ele era um pouco mais velho que eu, e para os meninos da idade dele Pokémon não era grande coisa, pois gostavam de assistir Cavaleiros do Zodíaco, ele me disse que queria dar todos aqueles tazos. E eram muitos, era mais do que eu tinha. Aceitei ficar com eles e para minha surpresa lá estava o que eu tanto almejava conseguir, o tazo especial, contendo o Koffing e o Weezing. Finalmente eu o tinha em minhas mãos! Porém, quando os levei para mostrar aos meus colegas na escola, algo terrível aconteceu. Era hora do recreio, e eu estava no pátio, atrás do prédio onde ficavam os banheiros, que davam para a quadra de futebol. Quando um dos meus colegas pegou o tazo especial do Koffing/Weezing, ele o atirou para longe, pois disse não gostar daqueles pokémons. Sei que ele fez isso sem querer, mas o tazo caiu sobre uma tampa de concreto que cobria a fossa dos banheiros, e bem onde tinha uma fenda, permitindo que o tazo rolasse para dentro. Então eu ordenei que eles fossem buscar meu tazo, e ao abri aquela tampa, o ele não estava mais lá. Certamente deve estar no fundo daquela fossa até hoje! Aqui está algumas imagens dos tazos Pokémon da época.

Outros tazos Pokémon

Aqui são os tazos normais, mostrando os Koffing e o Weezing separadamente.

 Este é um tazo especial triangular que não foi lançado no Brasil. Podem notar que aparece um Koffing e sobreposto a ele um Weezing. Dependo do angulo de visão, você enxergava um ou outro pokémon.

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